quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Notas soltas - pensamentos no metrô - 5
Cuidado! Acabo de ser atropelada e ainda não tive coragem de olhar o estrago. Você pode olhar pra mim se tem alguma coisa exposta? Não foi a primeira vez e nem será a última. Mas é sempre bom sobreviver ao choque com alguma dignidade.
Notas soltas - pensamentos no metrô - 4
Sim. Aceito ser sua. Enquanto eu puder fechar os olhos e sorrir com a lembrança do seu rosto. Enquanto eu puder abrir os olhos e chorar com a/na sua presença.
Notas soltas - pensamentos no metrô - 3
Quando escrevo, não tenho ideia do que digo. Deixo as palavras me contarem o que elas desejarem, depois tento entender quem escreveu aquelas letras e pensou aquelas frases. Nunca sei se vem um parágrafo ou uma página. Não sei se é luxo ou lixo. Não sei se faz sentido ou foi sentido. Apenas escorro a caneta numa fileira daquelas velhas formas aprendidas no primário que hoje dizem que é fundamental. Pois, pra mim, todo aprendizado é fundamental e insuficiente. Interminável é o caminho do conhecimento porque enquanto se aprende dois, inventam dois mil. O mundo não pára de se expandir. Só acham que ele é pequeno aqueles que não conhecem seus próprios infinitos interiores. Mergulhem nos seus abismos e descubram que o fundo nunca chega, mas o percurso não é oco. Quando escrevo, não tenho ideia do que digo.
Notas soltas - pensamentos no metrô - 2
Metade de mim sabe o que quer. A outra metade sonha não querer. Se olho pra trás vejo o que fiz. Mas quem sabe o que farei? Serei eu uma covarde corajosa ou uma corajosa covarde? Terei eu tudo o que tenho e mais? Ou tudo menos o que tenho? Serei eu o que quero quando for o que penso querer?
Notas soltas - pensamentos no metrô - 1
Arte. Tempo. Parte. Reparte. Desate. Imagine. Desague. Ilumine. Despiste. Provoque. Convoque. Reúna. Pense. Seja. Sonhe. Aja. Deseje. Realize. Acredite. Emane. Ame. Ame. Ame. Aceite. Espere. Conceda. Veja. Sinta. Cheire. Ouça. Puxe. Empurre. Ande. Corra. Voe. Ame. Ame. Ame.
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Words
I don't like the rain
I don't miss the pain
I'm not as crazy as I used to be
I just want to be happy and free
I can't wait to go out and explore
I will experience everything and more
I already have a boyfriend that I love so much
He makes me feel better with just one touch
With him by my side I have nothing to fear
He really believes I'll succeed in my career
Now we are going to travel and spend a lot of time together
But I wish it will be only a preparation to stay forever
I don't miss the pain
I'm not as crazy as I used to be
I just want to be happy and free
I can't wait to go out and explore
I will experience everything and more
I already have a boyfriend that I love so much
He makes me feel better with just one touch
With him by my side I have nothing to fear
He really believes I'll succeed in my career
Now we are going to travel and spend a lot of time together
But I wish it will be only a preparation to stay forever
terça-feira, 3 de maio de 2011
Metamorfose
Vai. Faz um esforço. Só mais um pouquinho. Não desiste. Na verdade ainda falta muito, mas não desiste. É para o seu bem. Sete, seis, cinco, quatro... Chega! Pulei o três. Ai, já era o dois também. Um! Descansa. Finalmente. Como assim próxima série? Deus, para que dois lados? Que a esquerda entenda o que a direita fez e finja que fez também.
Está certo. Ralar na academia não é essencial para a vida. Mas fazer alguma coisa para movimentá-la é. Nem o corpo nem a alma evoluem sem esforço, sem sacrifícios. Quando se deixa para amanhã, acaba ficando para semana que vem, pro início do mês seguinte, e aí... Já viu, né? A única coisa que nos pertence é o agora. O ontem não dá mais para mudar e o amanhã pode nos surpreender sendo a última página do livro. Por mais que depois desse venham outros, ele continuará escrito e de nossa autoria e responsabilidade. Melhor não enrolar e encher essa história de peripécias positivas. As adversidades aparecerão naturalmente, mas cabe a cada um ser um perfeito protagonista e superar todas elas.
Era uma vez uma lagarta que já estava bem acostumada em ser uma lagartinha sem sal na sua vidinha sem graça. Ela gostava de olhar as lindas borboletas que voavam perto dela. Muitas delas já tinham sido suas amigas quando ainda lagartas. Ela ficava observando as cores e imaginando como seria poder voar por aí. Já tinham dito para ela que ela também poderia ser assim se passasse pelo processo de metamorfose. Mas aquilo parecia arriscado. Ela já sabia tudo sobre ser lagarta e nada sobre ser borboleta. Será que ela ia se acostumar? E também tinham dito que para isso ela teria que se fechar num casulo e concentrar todas as suas forças no seu interior, pois a transformação se dava de dentro pra fora, e teria que ir abrindo mão de sua forma antiga para construir outra totalmente nova. Terá nossa lagartinha coragem para evoluir? Dizem que nenhuma das borboletas se arrependeu.
Está certo. Ralar na academia não é essencial para a vida. Mas fazer alguma coisa para movimentá-la é. Nem o corpo nem a alma evoluem sem esforço, sem sacrifícios. Quando se deixa para amanhã, acaba ficando para semana que vem, pro início do mês seguinte, e aí... Já viu, né? A única coisa que nos pertence é o agora. O ontem não dá mais para mudar e o amanhã pode nos surpreender sendo a última página do livro. Por mais que depois desse venham outros, ele continuará escrito e de nossa autoria e responsabilidade. Melhor não enrolar e encher essa história de peripécias positivas. As adversidades aparecerão naturalmente, mas cabe a cada um ser um perfeito protagonista e superar todas elas.
Era uma vez uma lagarta que já estava bem acostumada em ser uma lagartinha sem sal na sua vidinha sem graça. Ela gostava de olhar as lindas borboletas que voavam perto dela. Muitas delas já tinham sido suas amigas quando ainda lagartas. Ela ficava observando as cores e imaginando como seria poder voar por aí. Já tinham dito para ela que ela também poderia ser assim se passasse pelo processo de metamorfose. Mas aquilo parecia arriscado. Ela já sabia tudo sobre ser lagarta e nada sobre ser borboleta. Será que ela ia se acostumar? E também tinham dito que para isso ela teria que se fechar num casulo e concentrar todas as suas forças no seu interior, pois a transformação se dava de dentro pra fora, e teria que ir abrindo mão de sua forma antiga para construir outra totalmente nova. Terá nossa lagartinha coragem para evoluir? Dizem que nenhuma das borboletas se arrependeu.
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