I don't like the rain
I don't miss the pain
I'm not as crazy as I used to be
I just want to be happy and free
I can't wait to go out and explore
I will experience everything and more
I already have a boyfriend that I love so much
He makes me feel better with just one touch
With him by my side I have nothing to fear
He really believes I'll succeed in my career
Now we are going to travel and spend a lot of time together
But I wish it will be only a preparation to stay forever
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
terça-feira, 3 de maio de 2011
Metamorfose
Vai. Faz um esforço. Só mais um pouquinho. Não desiste. Na verdade ainda falta muito, mas não desiste. É para o seu bem. Sete, seis, cinco, quatro... Chega! Pulei o três. Ai, já era o dois também. Um! Descansa. Finalmente. Como assim próxima série? Deus, para que dois lados? Que a esquerda entenda o que a direita fez e finja que fez também.
Está certo. Ralar na academia não é essencial para a vida. Mas fazer alguma coisa para movimentá-la é. Nem o corpo nem a alma evoluem sem esforço, sem sacrifícios. Quando se deixa para amanhã, acaba ficando para semana que vem, pro início do mês seguinte, e aí... Já viu, né? A única coisa que nos pertence é o agora. O ontem não dá mais para mudar e o amanhã pode nos surpreender sendo a última página do livro. Por mais que depois desse venham outros, ele continuará escrito e de nossa autoria e responsabilidade. Melhor não enrolar e encher essa história de peripécias positivas. As adversidades aparecerão naturalmente, mas cabe a cada um ser um perfeito protagonista e superar todas elas.
Era uma vez uma lagarta que já estava bem acostumada em ser uma lagartinha sem sal na sua vidinha sem graça. Ela gostava de olhar as lindas borboletas que voavam perto dela. Muitas delas já tinham sido suas amigas quando ainda lagartas. Ela ficava observando as cores e imaginando como seria poder voar por aí. Já tinham dito para ela que ela também poderia ser assim se passasse pelo processo de metamorfose. Mas aquilo parecia arriscado. Ela já sabia tudo sobre ser lagarta e nada sobre ser borboleta. Será que ela ia se acostumar? E também tinham dito que para isso ela teria que se fechar num casulo e concentrar todas as suas forças no seu interior, pois a transformação se dava de dentro pra fora, e teria que ir abrindo mão de sua forma antiga para construir outra totalmente nova. Terá nossa lagartinha coragem para evoluir? Dizem que nenhuma das borboletas se arrependeu.
Está certo. Ralar na academia não é essencial para a vida. Mas fazer alguma coisa para movimentá-la é. Nem o corpo nem a alma evoluem sem esforço, sem sacrifícios. Quando se deixa para amanhã, acaba ficando para semana que vem, pro início do mês seguinte, e aí... Já viu, né? A única coisa que nos pertence é o agora. O ontem não dá mais para mudar e o amanhã pode nos surpreender sendo a última página do livro. Por mais que depois desse venham outros, ele continuará escrito e de nossa autoria e responsabilidade. Melhor não enrolar e encher essa história de peripécias positivas. As adversidades aparecerão naturalmente, mas cabe a cada um ser um perfeito protagonista e superar todas elas.
Era uma vez uma lagarta que já estava bem acostumada em ser uma lagartinha sem sal na sua vidinha sem graça. Ela gostava de olhar as lindas borboletas que voavam perto dela. Muitas delas já tinham sido suas amigas quando ainda lagartas. Ela ficava observando as cores e imaginando como seria poder voar por aí. Já tinham dito para ela que ela também poderia ser assim se passasse pelo processo de metamorfose. Mas aquilo parecia arriscado. Ela já sabia tudo sobre ser lagarta e nada sobre ser borboleta. Será que ela ia se acostumar? E também tinham dito que para isso ela teria que se fechar num casulo e concentrar todas as suas forças no seu interior, pois a transformação se dava de dentro pra fora, e teria que ir abrindo mão de sua forma antiga para construir outra totalmente nova. Terá nossa lagartinha coragem para evoluir? Dizem que nenhuma das borboletas se arrependeu.
segunda-feira, 28 de março de 2011
Júlia
Há tão pouco tempo nesse mundo
E já tem tanto o que ensinar
Carrega em seu olhar o brilho da esperança
De quem tem infinitas possibilidades pela frente
Traz em seu sorriso a felicidade pura e simples
Capaz de contagiar os adultos mais complicados
Para ela tudo é novidade
Tudo pode ser interessante
Sua presença acalma e conforta
É impossível não amá-la
É impossível não desejar ser amada por ela
Sua beleza é inegável
Sua tranquilidade é invejável
Segurar sua mãozinha te faz se sentir importante
Sua voz ainda sem palavras busca compreensão
Seus pés ansiosos para escolher seus próprios caminhos
Será que ela sonha?
Em seus sonhos será ela um bebê?
Em que será que ela pensa?
O que será que ela veio fazer entre nós?
Tomara que continue assim, iluminada
Que sua vida seja repleta de realizações e amor
Que suas missões sejam cumpridas com sucesso
Estarei sempre lá para apoiar e aplaudir
Disponível quando quiser e precisar
Porque ela é pra mim muito importante
Minha primeira sobrinha e afilhada
E meu amor por ela é incondicional
E já tem tanto o que ensinar
Carrega em seu olhar o brilho da esperança
De quem tem infinitas possibilidades pela frente
Traz em seu sorriso a felicidade pura e simples
Capaz de contagiar os adultos mais complicados
Para ela tudo é novidade
Tudo pode ser interessante
Sua presença acalma e conforta
É impossível não amá-la
É impossível não desejar ser amada por ela
Sua beleza é inegável
Sua tranquilidade é invejável
Segurar sua mãozinha te faz se sentir importante
Sua voz ainda sem palavras busca compreensão
Seus pés ansiosos para escolher seus próprios caminhos
Será que ela sonha?
Em seus sonhos será ela um bebê?
Em que será que ela pensa?
O que será que ela veio fazer entre nós?
Tomara que continue assim, iluminada
Que sua vida seja repleta de realizações e amor
Que suas missões sejam cumpridas com sucesso
Estarei sempre lá para apoiar e aplaudir
Disponível quando quiser e precisar
Porque ela é pra mim muito importante
Minha primeira sobrinha e afilhada
E meu amor por ela é incondicional
segunda-feira, 14 de março de 2011
A Fuga
Fugindo de si mesma
Fingiu ser o que não era
Vestiu um sorriso que não o seu
Iniciou silenciosa espera
Que a qualquer hora alguém notasse
Seu sorrateiro novo intuito
Que a tirasse daquele impasse
Que a amasse mais que muito
Quem sabe tal amor bastasse
Para compensar o que ela não sentia
Quem sabe um dia por distração
Chegaria a sentir alguma alegria
Pois o vazio de sempre já não satisfazia
Estava tão cheia do nada
Estava tão cansada de tudo
Não aguentava mais ser e não ser
Ter e não querer
Estar viva e não viver
Quando desistiu e ia embora
Viu que alguém se aproximava
A olhava intensamente
Como se a entendesse e conhecesse
Hipnotizada, foi ao encontro desse olhar
Estava tão encantada com o que via
Que não percebeu a semelhança
Vestiu o próprio sorriso
Empoeirado, mas não desbotado
Que virou uma gargalhada
Como ela nunca tinha se ouvido dar
Ao dar uma cabeçada no espelho
E finalmente se reencontrar
Não aquela que ela era nos últimos tempos
De quem tanto tentava fugir
Mas aquela que ela era
Antes mesmo de ter sido
Fingiu ser o que não era
Vestiu um sorriso que não o seu
Iniciou silenciosa espera
Que a qualquer hora alguém notasse
Seu sorrateiro novo intuito
Que a tirasse daquele impasse
Que a amasse mais que muito
Quem sabe tal amor bastasse
Para compensar o que ela não sentia
Quem sabe um dia por distração
Chegaria a sentir alguma alegria
Pois o vazio de sempre já não satisfazia
Estava tão cheia do nada
Estava tão cansada de tudo
Não aguentava mais ser e não ser
Ter e não querer
Estar viva e não viver
Quando desistiu e ia embora
Viu que alguém se aproximava
A olhava intensamente
Como se a entendesse e conhecesse
Hipnotizada, foi ao encontro desse olhar
Estava tão encantada com o que via
Que não percebeu a semelhança
Vestiu o próprio sorriso
Empoeirado, mas não desbotado
Que virou uma gargalhada
Como ela nunca tinha se ouvido dar
Ao dar uma cabeçada no espelho
E finalmente se reencontrar
Não aquela que ela era nos últimos tempos
De quem tanto tentava fugir
Mas aquela que ela era
Antes mesmo de ter sido
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Mudando de cor
Uma mulher chega no salão de sempre no dia de sempre na hora de sempre. O seu cabelereiro de sempre pede pra ela sentar na cadeira de sempre e pergunta: "E aí? Que cor vai ser?". Imediatamente ela pensa... "Como assim que cor vai ser? O que ele quer dizer com isso? Eu venho aqui há anos pintar o meu cabelo, apenas para retocar a raiz e cobrir os fios brancos, sempre do mesmo tom da mesma marca. Será que ele acha que meu casamento está em crise e que eu não aguento mais sempre as mesmas conversas durante o jantar e o mesmo olhar acostumado de tanto faz se estou de longo ou de chinelo? Será que ele pensa que eu não suporto mais aquele trabalho que não tem nada a ver comigo, que eu aceitei jurando pra mim mesma ser temporário e que nunca mais tive forças pra sair e procurar aquele que eu realmente queria? Será que pra ele eu pareço alguém que todo fim de ano promete melhorar a alimentação, começar a fazer exercícios, ler mais livros e que acaba sempre deixando pra semana, mês, ano seguinte? Será que ele notou que eu não falo com a minha mãe há cinco anos por puro orgulho e teimosia desde que a gente teve aquela discussão durante o Natal por causa da maneira como eu educo os meus filhos? Será que ele acha que está na hora de mudar tudo isso e pintar a minha vida de outra cor?" Olha pra ele depois de segundos de silêncio e decide. Quer que o cabelo volte pra sua cor natural. De repente, se dá conta de que nem se lembra mais de que cor era o seu cabelo. Tinha mudado tantas vezes... Uma pra cada amor que teve. Se camuflando de acordo com os gostos alheios. Mudando sempre de hábitos, de amigos, de crenças, de sonhos. Onde será que foram parar seus próprios pensamentos e projetos? Que vida era essa que não era a dela e quem a estava vivendo se não era ela? Resolveu se convidar de volta pra própria vida. Levantou da cadeira sem dizer mais nenhuma palavra, deixando seu cabelereiro de sempre com uma cara nunca antes vista. Daria a volta ao mundo se fosse preciso. Poderia ser ainda muitas durante a vida, mas seria sempre ela mesma.
sábado, 12 de fevereiro de 2011
Ser ou Não ser?
Negação do "ser" enquanto verbo causador de inércia. Em vez de ser, estar. O ator é aquele que mostra ser possível "estar" de inúmeras maneiras diferentes de acordo com uma verdade que não é a dele próprio, mas que é uma verdade na medida em que vivida verdadeiramente por ele. Se é possível, na ficção, assumir outros "estares", também o deve ser fora dela. As pessoas não deveriam simplesmente detectarem suas características e aceitá-las como fatalidade. E sim, dedicarem suas vidas à busca da transformação interna daquilo que não gostam em si mesmas.
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Utopia 2
No meu governo ideal, haveria uma reforma profunda na atual lei federal de incentivo à cultura. Nada de depender de pessoas que ganham uma grana dos projetos alheios para usarem seus contatos e influências captando recursos. Nada de depender da boa, geralmente má, vontade de empresas que pensam que você está pedindo um favor inconveniente ao propor que elas façam propaganda própria com dinheiro do governo. Nada de gastar milhões a partir de dinheiro público, cobrar ingressos caríssimos e ainda embolsar outros milhões de bilheteria. Nada de montanhas de projetos aprovados e encalhados por falta de patrocinador. Se as empresas podem usar 4% do seu imposto de renda devido patrocinando cultura, esses mesmos quatro por cento de todas as empresas deveriam ser destinados obrigatoriamente à cultura. Considerando que nesse meu governo ideal não haveria desvios de verba ou qualquer tipo de ilegalidade ou irregularidade. O Fundo Nacional de Cultura receberia toda essa grana e repassaria ele mesmo para todos os projetos por ordem cronológica de aprovação, que seriam mais criteriosamente selecionados e necessariamente mais acessíveis à população. Mas se o governo bancou todo o projeto e todos os envolvidos já receberam seus salários e puderam exercer sua arte com dignidade, por que uma grande parte do dinheiro da bilheteria não deveria voltar para os cofres públicos e possibilitar a produção de mais arte? Teoricamente, atualmente, esse dinheiro poderia ser usado para garantir a produção seguinte. Mas quem vai querer usar dinheiro próprio se pode usar o dinheiro do governo? E assim, alguns poucos enriquecem, que são os mesmos poucos que tem patrocínio garantido nas grandes empresas. Enquanto outros não conseguem nada e acabam pagando para trabalhar. Uma vantagem para as produções bem sucedidas de público seria a seguinte: essa parte da bilheteria que voltaria para o governo ficaria numa espécie de poupança para ser usada prioritariamente para futuros projetos aprovados do mesmo proponente. Em vez de entrar na fila de novo para conseguir o dinheiro, ele teria o direito de reinvestir o lucro por ele obtido e assim tornar a sua arte possível.
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